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Ursus americanus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Urso-negro)

Ursus americanus
Intervalo temporal:
Plioceno SuperiorPresente
2,6–0 Ma
Exemplar adulto de urso-negro-americano (Ursus americanus), espécie amplamente distribuída pelas florestas da América do Norte.
CITES Appendix II (CITES)[2]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Carnivora
Família: Ursidae
Subfamília: Ursinae
Gênero: Ursus
Espécies:
U. americanus
Nome binomial
Ursus americanus
Pallas, 1780
Subspecies

16, ver texto

     Alcance atual

     Extirpado

Sinónimos
  • Euarctos americanus
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O urso-negro-americano (Ursus americanus), também conhecido como baribal, é uma espécie de mamífero carnívoro da família Ursidae, nativa da América do Norte. É o urso mais abundante do continente, com distribuição que se estende desde o Alasca e a maior parte do Canadá até grande parte dos Estados Unidos e regiões montanhosas do norte do México. Habita principalmente florestas temperadas e boreais, mas também ocorre em áreas montanhosas, pântanos e outros ambientes com cobertura vegetal suficiente para fornecer alimento e abrigo.[3]

Trata-se de uma espécie predominantemente onívora, cuja dieta varia de acordo com a estação do ano e a disponibilidade de recursos, incluindo frutos, sementes, nozes, brotos, insetos, peixes, pequenos vertebrados e carcaças. É um excelente escalador e nadador, além de possuir grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes, característica que contribuiu para sua ampla distribuição geográfica.[4]

Apesar do nome comum, a pelagem do urso-negro-americano apresenta grande variação de coloração, podendo ser preta, marrom, castanha, canela, loira ou, em algumas populações costeiras da Colúmbia Britânica, branca. Atualmente, a espécie é classificada como Pouco Preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), embora algumas populações locais sofram impactos decorrentes da perda de habitat e de conflitos com atividades humanas.[5]

Nomenclatura

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O nome científico Ursus americanus deriva do latim. Ursus significa urso enquanto americanus significa americano, em referência à distribuição natural da espécie na América do Norte.[6][7]

Em português, a espécie é conhecida como urso-negro-americano. Apesar desse nome, sua pelagem pode apresentar diferentes colorações, incluindo preta, marrom, canela e, em algumas populações, branca, como os Ursos-de-kermode[8]

Em inglês, a espécie é denominada American black bear, enquanto em espanhol é conhecida como oso negro americano.[9]

Descrição

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O urso-negro-americano apresenta variação considerável de tamanho conforme o sexo, a idade, a subespécie e a disponibilidade de alimento. Os machos são, em média, maiores que as fêmeas. O comprimento do corpo varia geralmente entre 1,2 e 2 metros, enquanto a altura na cernelha situa-se entre 70 e 110 centímetros. O peso também varia amplamente entre as populações, podendo machos adultos ultrapassar 300 kg em algumas regiões.[10]

Longevidade

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Na natureza, a expectativa de vida do urso-negro-americano é geralmente de 18 a 25 anos, embora alguns indivíduos possam viver mais tempo. Em cativeiro, há registros de exemplares que ultrapassaram 35 anos de idade.[11]

Surgimento

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O registro fóssil indica que Ursus americanus surgiu durante o Plioceno, na América do Norte. Evidências paleontológicas sugerem que a espécie descende de ancestrais do gênero Ursus que migraram da Eurásia para a América do Norte através da Beríngia, onde posteriormente se diversificaram.[12]

Distribuição geográfica

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O urso-negro-americano (Ursus americanus) é a espécie de urso com a distribuição geográfica mais ampla da América do Norte. Ocorre no Canadá, nos Estados Unidos e no norte do México, estando presente desde as florestas boreais do Alasca e do norte do Canadá até regiões montanhosas do México.[13]

A espécie ocupa uma grande variedade de habitats, incluindo florestas boreais, florestas temperadas, floresta subtropical, áreas montanhosas, pântanos, taiga, tundra arbustiva e regiões de transição entre florestas e campos. Também pode ser encontrada em áreas próximas a ambientes urbanos, onde frequentemente aproveita recursos alimentares de origem humana.[14]

Historicamente, sua distribuição abrangia praticamente toda a América do Norte florestada. Apesar da redução em algumas regiões devido à expansão humana durante os séculos XIX e XX, diversas populações recuperaram-se graças a programas de conservação, reflorestamento e regulamentação da caça.[15]

Atualmente, estima-se que existam cerca de 750 mil a 900 mil indivíduos distribuídos pela América do Norte, sendo a espécie de urso mais abundante do continente e uma das mais numerosas do mundo.[16]

O urso-negro-americano é um mamífero onívoro altamente adaptável, desempenhando um papel importante nos ecossistemas norte-americanos como dispersores de sementes, consumidor de frutos, controlador de populações de invertebrados e pequenos vertebrados, além de atuar ocasionalmente como necrófago.[17]

Sua dieta varia conforme a estação do ano e a disponibilidade de alimento. A maior parte da alimentação é composta por vegetais, com um pouquinho de alimentação animal.

A espécie é predominantemente solitária, encontrando outros indivíduos principalmente durante a época reprodutiva ou em áreas com grande abundância de alimento. Apesar disso, vários indivíduos podem compartilhar temporariamente o mesmo local de alimentação sem apresentar comportamento agressivo intenso.[18]

Durante o outono, o urso-negro entra em um período de intensa alimentação conhecido como hiperfagia, consumindo grandes quantidades de alimento para acumular reservas de gordura que serão utilizadas durante o inverno. Nas regiões mais frias de sua distribuição, permanece em tocas durante vários meses em um estado de dormência conhecido como hibernação, reduzindo significativamente seu metabolismo e sua atividade física.[19]

Embora normalmente evite o contato com seres humanos, a espécie pode aproximar-se de áreas urbanas ou rurais em busca de alimento quando encontra lixo, plantações ou outros recursos facilmente acessíveis. Esse comportamento pode aumentar os conflitos entre humanos e ursos, motivo pelo qual diversas regiões adotam programas de manejo e educação ambiental para reduzir esses encontros.[20]

O urso-negro-americano é uma espécie onívora e oportunista, capaz de adaptar sua dieta conforme a disponibilidade de recursos em cada região e estação do ano. Apesar de pertencer à ordem Carnivora, a maior parte de sua alimentação é composta por itens de origem vegetal.[21]

Sua dieta inclui principalmente frutos silvestres, bagas, nozes, sementes, gramíneas, folhas, raízes, brotos e outros materiais vegetais. Durante períodos de abundância, frutos ricos em açúcares e castanhas são importantes para o acúmulo de gordura antes do inverno.[22]

Também consome diversos alimentos de origem animal, como insetos, larvas, pequenos mamífero, peixes, ovos de aves, anfíbios, répteis e carniça. Em algumas regiões, pode capturar filhotes de cervos ou outros animais quando encontra oportunidade, embora a caça ativa represente uma pequena parte de sua dieta.[23]

A alimentação varia bastante ao longo do ano. Na primavera, após sair das tocas, o urso consome principalmente vegetação jovem e animais pequenos. No verão e no outono, aumenta o consumo de frutos, semente e alimentos ricos em energia para acumular reservas de gordura que serão utilizadas durante o período de dormência invernal.[24]

A espécie também pode explorar fontes de alimento associadas aos seres humanos, como plantações, lixo doméstico e alimentos armazenados de maneira inadequada, o que pode gerar conflitos em áreas próximas a ambientes urbanos e rurais.[25]

Evolução

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Ursinae

Urso-pardo (Ursus arctos)

Urso-negro-americano (Ursus americanus)

Urso-negro-asiático (Ursus thibetanus)

Descrição

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O urso-negro-americano (Ursus americanus) pertence à família Ursidae, um grupo de mamíferos carnívoros cuja origem remonta ao Mioceno. Os primeiros representantes da linhagem dos ursos modernos surgiram na Eurásia, onde ocorreu a diversificação inicial do gênero Ursus. Durante o Plioceno, sucessivas migrações através da Beríngia, ponte terrestre que conectava a Ásia e a América do Norte, permitiram a dispersão de diversas linhagens de mamíferos, incluindo os ancestrais dos ursos atuais.[26]

As evidências fósseis e moleculares indicam que a linhagem de Ursus americanus diferenciou-se durante o Plioceno, há aproximadamente 4 milhões de anos. Os fósseis atribuídos com segurança à espécie, entretanto, são mais abundantes no Pleistoceno Inferior, quando o urso-negro-americano já estava amplamente distribuído pela América do Norte. O registro fóssil demonstra que a espécie persistiu ao longo das sucessivas glaciações do Pleistoceno e sobreviveu à extinção da maior parte da megafauna do continente no final desse período.[27]

Diversos fósseis provenientes dos Estados Unidos, Canadá e México mostram que Ursus americanus ocupava uma distribuição semelhante à atual, embora populações pleistocênicas frequentemente apresentassem indivíduos de maior porte. Ao longo do século XX foram propostos diversos nomes para supostas espécies ou subespécies fósseis de urso-negro-americano; revisões taxonômicas posteriores, entretanto, concluíram que a maioria dessas formas representa apenas variações individuais, geográficas ou sexuais da própria espécie, sendo Ursus americanus o único urso-negro nativo da América do Norte reconhecido para o Pleistoceno e o Holoceno.[28]

Estudos de filogenia molecular baseados em DNA mitocondrial e nuclear demonstram que a evolução dos ursídeos foi mais complexa do que se imaginava. Durante milhões de anos ocorreram episódios de fluxo gênico entre diferentes linhagens de ursos, dificultando a reconstrução de sua história evolutiva apenas com características anatômicas. Apesar disso, Ursus americanus constitui uma linhagem evolutiva própria e distinta dentro do gênero Ursus, compartilhando um ancestral comum com o urso-pardo (Ursus arctos) e o urso-negro-asiático (Ursus thibetanus).[29]

Atualmente, o urso-negro-americano é considerado uma das espécies de mamíferos de grande porte mais bem-sucedidas da América do Norte. Sua elevada capacidade de adaptação a diferentes habitats, dieta predominantemente onívora e flexibilidade comportamental contribuíram para sua sobrevivência durante as mudanças climáticas do Quaternário e explicam sua ampla distribuição atual, desde o Alasca até o norte do México.[30]

Reprodução

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O período reprodutivo do urso-negro-americano ocorre normalmente entre os meses de maio e julho, quando machos percorrem grandes distâncias em busca de fêmeas receptivas. Durante essa época, os machos podem disputar o acesso às fêmeas por meio de demonstrações de força e confrontos ocasionais, embora raramente ocorram lutas graves.[31]

Após o acasalamento, a espécie apresenta implantação retardada, fenômeno em que o embrião permanece em estado de desenvolvimento suspenso durante vários meses antes de se fixar na parede do útero. A implantação normalmente ocorre no final do outono, desde que a fêmea tenha acumulado reservas suficientes de gordura para suportar a gestação e a amamentação durante o inverno.[32]

Os filhotes nascem entre janeiro e fevereiro, enquanto a mãe permanece na toca durante a hibernação. As ninhadas geralmente possuem de um a três filhotes, embora possam ocorrer ninhadas de até cinco indivíduos em condições excepcionais. Ao nascer, os filhotes são cegos, praticamente sem pelos e pesam entre 200 e 450 g.[33]

Durante os primeiros meses de vida, os filhotes alimentam-se exclusivamente do leite materno, rico em gordura, o que permite um rápido crescimento. Eles deixam a toca juntamente com a mãe na primavera e permanecem sob seus cuidados por cerca de 16 a 18 meses, período em que aprendem técnicas de alimentação, escalada, procura por abrigo e reconhecimento de perigos.[34]

As fêmeas normalmente reproduzem-se a cada dois ou três anos, dependendo da disponibilidade de alimento e do sucesso da criação anterior. A maturidade sexual é atingida entre 3 e 5 anos nas fêmeas e entre 4 e 6 anos nos machos, embora indivíduos de regiões com maior disponibilidade de recursos possam reproduzir-se mais cedo.[35]

Referências

  1. Garshelis, D. L.; Scheick, B. K.; Doan-Crider, D. L.; Beecham, J. J.; Obbard, M. E. (2017) [errata version of 2016 assessment]. «Ursus americanus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T41687A114251609. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T41687A45034604.enAcessível livremente. Consultado em 19 de fevereiro de 2022
  2. «Appendices | CITES». cites.org. Consultado em 14 de janeiro de 2022. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2007
  3. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  4. Wilson, Don E.; Mittermeier, Russell A. (2009). Handbook of the Mammals of the World. Volume 1: Carnivores. [S.l.]: Lynx Edicions. ISBN 9788496553498 Verifique |isbn= (ajuda)
  5. «Ursus americanus». The IUCN Red List of Threatened Species. Consultado em 6 de agosto de 2026
  6. Wozencraft, W.C. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 589–590. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494
  7. Wilson, Don E.; Mittermeier, Russell A. (2009). Handbook of the Mammals of the World. Volume 1: Carnivores. [S.l.]: Lynx Edicions. ISBN 978-84-96553-49-1
  8. Garshelis, D.L.; Steinmetz, R. (2016). «Ursus americanus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016-3. 2016
  9. Hall, E. Raymond (1981). The Mammals of North America 2nd ed. [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 978-0471051925 Verifique |isbn= (ajuda)
  10. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  11. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  12. Kurtén, Björn; Anderson, Elaine (1980). Pleistocene Mammals of North America. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 9780231037331 Verifique |isbn= (ajuda)
  13. «American Black Bear (Ursus americanus)». Animal Diversity Web. University of Michigan. Consultado em 4 de agosto de 2026
  14. .Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  15. «American Black Bear». National Wildlife Federation. Consultado em 4 de agosto de 2026
  16. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  17. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  18. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  19. «American Black Bear». National Wildlife Federation. Consultado em 4 de agosto de 2026
  20. «American Black Bear». National Park Service. Consultado em 4 de agosto de 2026
  21. «American Black Bear (Ursus americanus. Animal Diversity Web. University of Michigan. Consultado em 6 de agosto de 2026
  22. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  23. «American Black Bear». National Wildlife Federation. Consultado em 6 de agosto de 2026
  24. «American Black Bear». National Park Service. Consultado em 6 de agosto de 2026
  25. «Living with Black Bears». BearWise. Consultado em 6 de agosto de 2026
  26. Kumar, Viraj; Lammers, Fritjof; Bidon, Tobias (2017). «The evolutionary history of bears is characterized by gene flow across species». Scientific Reports. 7. doi:10.1038/srep46487 |artigo= ignorado (ajuda)
  27. Kurtén, Björn; Anderson, Elaine (1980). Pleistocene Mammals of North America. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 9780231037331 Verifique |isbn= (ajuda)
  28. Kurtén, Björn (1968). Pleistocene Mammals of Europe. [S.l.]: Aldine Transaction
  29. Kumar, Viraj; Lammers, Fritjof; Bidon, Tobias (2017). «The evolutionary history of bears is characterized by gene flow across species». Scientific Reports. 7. doi:10.1038/srep46487 |artigo= ignorado (ajuda)
  30. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  31. «American Black Bear (Ursus americanus. Animal Diversity Web. University of Michigan. Consultado em 6 de agosto de 2026
  32. «American Black Bear». National Park Service. Consultado em 6 de agosto de 2026
  33. «American Black Bear». National Wildlife Federation. Consultado em 6 de agosto de 2026
  34. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  35. «American Black Bear (Ursus americanus. Animal Diversity Web. University of Michigan. Consultado em 6 de agosto de 2026
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O urso-negro-americano (Ursus americanus) possui um corpo robusto, membros fortes e cauda curta. As patas apresentam cinco dedos providos de garras não retráteis, utilizadas para escalar, escavar e manipular alimentos.[1]

O crânio é relativamente estreito em comparação com o de outras espécies do gênero Ursus e apresenta dentição adaptada a uma dieta onívora. Os molares possuem superfícies largas, adequadas para triturar matéria vegetal, embora a espécie também consuma invertebrados, peixes e vertebrados.[2]

A pelagem é geralmente preta, mas pode apresentar coloração marrom, canela, loira ou, mais raramente, branca, dependendo da população, como Ursos-de-kermode. [3]

Conservação

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O urso-negro-americano está classificado como espécie pouco preocupante na Lista Vermelha da IUCN, devido à sua ampla distribuição geográfica, grande tamanho populacional e tendência populacional considerada estável em grande parte de sua área de ocorrência.[4]

Estima-se que existam aproximadamente 750 mil a 900 mil indivíduos na natureza, tornando-o o urso mais abundante da América do Norte. Em diversos estados dos Estados Unidos e províncias do Canadá, as populações aumentaram ao longo das últimas décadas graças à proteção legal, ao manejo sustentável da caça e à recuperação de áreas florestais.[5]

Apesar de não estar globalmente ameaçada, algumas populações locais enfrentam pressões decorrentes da destruição de habitat, da expansão urbana, da construção de estradas e dos conflitos com seres humanos. Ursos que passam a utilizar lixo, plantações ou alimentos fornecidos involuntariamente por pessoas podem tornar-se habituados à presença humana, aumentando o risco de acidentes e, consequentemente, de remoção ou abate desses indivíduos.[6]

A caça é permitida em diversas regiões da América do Norte, porém é rigidamente regulamentada por cotas, temporadas específicas e monitoramento populacional. Essas medidas visam manter populações saudáveis e evitar a sobre-exploração da espécie.[7]

Diversas unidades de conservação, como parques nacionais, reservas florestais e áreas protegidas, desempenham papel fundamental na preservação da espécie. Programas de educação ambiental também incentivam práticas para reduzir conflitos entre humanos e ursos, como o armazenamento adequado de alimentos e lixo em áreas onde a espécie ocorre naturalmente.[8]

Ligações externas

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  1. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  2. Wilson, Don E.; Mittermeier, Russell A. (2009). Handbook of the Mammals of the World. Volume 1: Carnivores. [S.l.]: Lynx Edicions. ISBN 9788496553498 Verifique |isbn= (ajuda)
  3. Pelton, Michael R. (2003). «American Black Bear». Wild Mammals of North America: Biology, Management, and Conservation 2 ed. [S.l.]: Johns Hopkins University Press. ISBN 9780801874168 Verifique |isbn= (ajuda)
  4. «IUCN Red List – Ursus americanus». International Union for Conservation of Nature. Consultado em 6 de agosto de 2026
  5. «American Black Bear». National Park Service. Consultado em 6 de agosto de 2026
  6. «Living with Black Bears». BearWise. Consultado em 6 de agosto de 2026
  7. Pelton, Michael R. (2003). Black Bear Conservation in North America. [S.l.]: International Association for Bear Research and Management
  8. «American Black Bear». U.S. Fish & Wildlife Service. Consultado em 6 de agosto de 2026