Francesco Cavalli
| Francesco Cavalli | |
|---|---|
| Nome completo | Pietro Francesco Caletti-Bruni |
| Nascimento | |
| Morte | 14 de janeiro de 1676 (73 anos) |
| Ocupação | Compositor, organista, cantor |
Francesco Cavalli (14 de fevereiro de 1602 — 14 de janeiro de 1676) foi um compositor italiano do início do período Barroco. O seu nome, Pietro Francesco Caletti-Bruni, é mais conhecido de Cavalli, o nome do seu patrono, um nobre veneziano. Cavalli foi um parceiro próximo (e talvez aluno) de Claudio Monteverdi, cuja morte o fez assumir a liderança entre os compositores e músicos de Veneza. Nascido Francesco Caletto, era um grande cantor e entrou para o coro de São Marcos sob a direção de Monteverdi, tornando-se enfim seu organista. A princípio compositor de música sacra (em grande parte perdida), depois de um casamento por dinheiro voltou-se para projetos cênicos. Com a explosão da ópera, escreveu cerca de quarenta de grande sucesso, como Equisto, Giasone, Xerxes e Erismena sendo encenadas em toda a Itália. Ao contrário das primeiras óperas acadêmicas, as de Cavalli tinham ritmo mais ágil e eram cômicas, explorando o contraste entre recitativo e ária. Seu apelo de bilheteria declinou após sua morte, mas sua reputação continua intacta.
Vida
[editar | editar código]Cavalli nasceu em Crema, Lombardia. Foi cantor de St Mark's em Veneza-1616, segundo organista-1639, primeiro organista-1665, em 1668 maestro di cappella, é lembrado principalmente pelas suas óperas. Começou a escrever em 1639 (Le Nozze di Teti e di Peleo) logo após o primeiro teatro de ópera público aberto em Veneza. Morreu em Veneza com a idade de 73 anos.[1][2]
Música e influência
[editar | editar código]Cavalli foi o compositor mais influente no gênero emergente da ópera pública em Veneza em meados do século XVII. Ao contrário das primeiras óperas de Monteverdi, orquestradas para a extravagante orquestra da corte de Mântua, as óperas de Cavalli utilizam uma pequena orquestra de cordas e baixo contínuo para atender às limitações das casas de ópera públicas.[1][2]
Cavalli introduziu árias melodiosas em sua música e tipos populares em seus libretos. Suas óperas têm um senso de efeito dramático notavelmente forte, além de uma grande facilidade musical e um humor grotesco que foi característico da ópera italiana até a morte de Alessandro Scarlatti. As óperas de Cavalli fornecem o único exemplo de um desenvolvimento musical contínuo de um único compositor em um único gênero, do início ao final do século XVII em Veneza — apenas algumas óperas de outros autores (por exemplo, Monteverdi e Antonio Cesti) sobreviveram. O desenvolvimento é particularmente interessante para estudiosos porque a ópera ainda era um meio bastante novo quando Cavalli começou a trabalhar, e havia amadurecido e se tornado um espetáculo público popular até o final de sua carreira.[1][2]
Mais de quarenta e duas óperas foram atribuídas a Cavalli. Partituras manuscritas de vinte e seis exemplares ainda existem, preservadas na Biblioteca Nazionale Marciana (Biblioteca de São Marcos) em Veneza. Partituras de algumas dessas óperas também existem em outros locais. Além disso, a música de suas duas últimas óperas (Coriolano e Masenzio), que são claramente atribuídas a ele, está perdida. Outras doze ou mais para as quais a música se perdeu também foram atribuídas a ele, mas essas atribuições foram refutadas ou permanecem incertas. Cristoforo Ivanovich, que publicou a primeira crônica da ópera veneziana, Minerva al tavolino (Veneza, 1681), atribuiu a maioria das obras anônimas dos primeiros 15 anos de apresentações públicas em Veneza a Cavalli, e muitas dessas atribuições foram repetidas por autores posteriores. O musicólogo americano Thomas Walker, escrevendo no The New Grove Dictionary of Opera, considerou sete das atribuições de Ivanovich e outras duas de outros autores como duvidosas.[1][2]
Além das óperas, Cavalli escreveu adaptações do Magnificat no grandioso estilo policoral veneziano, adaptações das antífonas marianas, outras músicas sacras de maneira mais conservadora – notadamente uma Missa de Réquiem em oito partes (SSAATTBB), provavelmente destinada ao seu próprio funeral – e algumas músicas instrumentais. [1][2]
Apresentações
[editar | editar código]A música de Cavalli foi revivida no século XX. O Glyndebourne A produção de ópera de La Calisto, em 1970, é um exemplo.[3][4] Mais recentemente, Hipermestra foi apresentada em Glyndebourne em 2017.[5] A discografia é extensa e Cavalli já participou da série Composer of the Week da BBC Radio 3.[6]
Lista de Obras
[editar | editar código]Óperas
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Referências e outras leituras
[editar | editar código]- Bukofzer, Manfred, Music in the Baroque Era. New York: W.W. Norton & Co., 1947. ISBN 0-393-09745-5
- Glixon, Beth L. and Jonathan E., Inventing the Business of Opera: The Impresario and His World in Seventeenth-Century Venice. Oxford: Oxford University Press, 2006. ISBN 0195154169
- Glover, Jane, Cavalli. London: Palgrave Macmillan, 1978. ISBN 0-312-12546-1
- Rosand, Ellen, Opera in Seventeenth-Century Venice. Berkeley: University of California Press, 1991. ISBN 0-520-06808-4
- Selfridge-Field, Eleanor, Venetian Instrumental Music, from Gabrieli to Vivaldi. New York: Dover Publications, 1994. ISBN 0-486-28151-5
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 4 5 «BBC Radio 3 - Composer of the Week, Francesco Cavalli, The Sacred Music Legacy». BBC (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 5 «BBC Radio 3 - Composer of the Week, Francesco Cavalli, The Sacred Music Legacy». BBC (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ Ross, Alex, "Unsung: Rediscovering the Operas of Francesco Cavalli." The New Yorker, 25 May 2009, pp. 84–85.
- ↑ «La Calisto / Glyndebourne Festival 1970 Archives». Glyndebourne (em inglês). Consultado em 25 de junho de 2024
- ↑ Maddocks, Fiona (2017). «Hipermestra review – Cavalli comes in from the cold». The Observer. Guardian
- ↑ «Composer of the Week»
Ligações externas
[editar | editar código]- Brief biography and discography
- Partituras grátis de Francesco Cavalli no Arquivo de Músicas Werner Icking