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Escritório

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Sala típica de escritório comercial.
Um típico escritório brasileiro de classe média.

Um escritório (do latim scriptorium) é uma sala para exercício de atividades profissionais de negócios. Também pode ser um cômodo ou espaço de uma casa destinado a atividades intelectuais como estudo ou trabalho.[1][2]

No direito, um escritório geralmente se refere a qualquer local onde uma empresa tenha presença oficial.[1][2]

Na antiguidade clássica, os escritórios frequentemente faziam parte de um complexo palaciano ou de um grande templo. Na Alta Idade Média (1000–1300), a chancelaria medieval funcionava como uma espécie de escritório, servindo como o espaço onde registros e leis eram armazenados e copiados. [3]

Com o crescimento de organizações grandes e complexas no século XVIII, os primeiros espaços de escritórios construídos especificamente para esse fim foram edificados. Conforme a Revolução Industrial se intensificou nos séculos XVIII e XIX, os setores bancário, ferroviário, de seguros, varejo, petróleo e telegrafia cresceram drasticamente, exigindo muitos escriturários. Como resultado, mais espaços de escritório foram destinados para abrigar essas atividades. [4]

O estudo de tempos e movimentos, iniciado na manufatura por F. W. Taylor (1856–1915), levou à "Mesa de Eficiência Moderna" de 1915. Desde então, o escritório vem evoluindo como fenômeno arquitetônico.[4]

História

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Origem histórica

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A palavra "escritório" se origina do latim "scriptorium" e de seus equivalentes em várias línguas românicas. Um scriptorium é um espaço onde manuscritos eram produzidos na Europa durante a Idade Média.[3][4]

Os escritórios na antiguidade clássica frequentemente faziam parte de um complexo palaciano ou de um grande templo. Geralmente havia uma sala onde os pergaminhos eram mantidos e os escribas realizavam seu trabalho.[3][4]

Os primeiros escritórios modernos provavelmente se originaram da necessidade de organização de tarefas complexas da East India Company e da Marinha Real Britânica, quando nos anos 1770, vários escritórios foram reunidos na Somerset House.[5]

Tempos modernos

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Em 1958, a empresa de móveis de escritório Herman Miller contratou o designer Robert Propst para a área de pesquisa da empresa. Em 1964, foi apresentado o sistema Action Office de autoria de Propst e George Nelson.[6] O sistema visava reformular escritórios para se adaptarem constantemente às necessidades dos trabalhadores, através de modularidade. A especificação era extensa, e parte de um esforço de pesquisa maior da empresa.[7][8]

Apesar de bem recebido, o sistema não foi amplamente adotado, o que levou à criação do Action Office II, que reduzia consideravelmente a modularidade e qualidade de materiais especificados anteriormente. Estes planos se tornaram os "cubículos" modernos, e ajudaram a ampliar as vendas e o lucro da empresa.[8]

Nos anos 2000, houve um movimento de retorno aos escritórios de planta aberta, liderados principalmente por empresas de tecnologia. Ao contrário do cenário na revolução industrial, escritórios de tecnologia não possuem alto nível de barulho, e uso de fones de ouvido é comum, o que ajudou a popularização do conceito aberto.[8] O Coworking, ideia que um edifício com escritórios possa ser compartilhado por vários indivíduos ou empresas, também foi parte do movimento de adoção de escritórios de conceito aberto.[9]

Trabalho remoto e home office

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Apesar de já existir anteriormente, com a pandemia de COVID-19 a grande maioria das empresas foi obrigada a adotar, ao menos temporariamente, o trabalho remoto. Conforme foi possível o retorno ao trabalho presencial, empresas começaram a enfrentar resistência de trabalhadores que alegam uma melhora na qualidade de vida.[10]

Referências

  1. 1 2 «Escritório». Dicio, Dicionário Online de Português. Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de julho de 2026
  2. 1 2 «Escritório». Michaelis On-Line. Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 16 de abril de 2025
  3. 1 2 3 Alexander, Jonathan James Graham (1 de janeiro de 1992). Medieval Illuminators and Their Methods of Work (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. ISBN 978-0-300-06073-7. Consultado em 3 de julho de 2026
  4. 1 2 3 4 Musser, George. «The Origin of Cubicles and the Open-Plan Office». Scientific American (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de julho de 2026
  5. Hamilton, C. I. (3 de fevereiro de 2011). The Making of the Modern Admiralty: British Naval Policy-Making, 1805–1927 (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 978-1-139-49654-4. Consultado em 3 de julho de 2026
  6. «A Brief History of the Office Cubicle - IEEE Spectrum». spectrum.ieee.org (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de julho de 2026
  7. Sisson, Patrick (21 de abril de 2014). «The History of the Modern Workspace». Dwell. Cópia arquivada em 2 de junho de 2026
  8. 1 2 3 Berube, Chris (7 de fevereiro de 2022). «Reaction Offices and the Future of Work». 99% Invisible (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de julho de 2026
  9. Fost, Dan (20 de fevereiro de 2008). «They're Working on Their Own, Just Side by Side». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331
  10. Barrero, Jose Maria; Bloom, Nicholas; Davis, Steven (abril de 2021). «Why Working from Home Will Stick» (PDF). Cambridge, MA (em inglês). doi:10.3386/w28731

Ver também

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